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Mostrando postagens de abril, 2022

A CIDADE EM GREVE OU AQUELAS ÁRVORES - PARTE 2

  O Blog Correio do Osi está narrando a realização do primeiro movimento grevista da História da cidade de Castanha-PA, localizada na região nordeste do Pará, ocorrida em 1980. A referida experiência foi organizada por professores e professoras da rede de educação pública Municipal de Castanhal.  A participação desses homens e mulheres, nessa paralisação, não podem ser esquecida na História da Amazônia Urbana Contemporânea. A elite política da "cidade modelo", como é conhecida a cidade de Castanhal, e a imprensa local recorreram ao discurso anticomunista como tentativa para enfraquecer essa ação coletiva dos profissionais da educação. Tal estratégia desse grupo político conservador nos mostra que essa tática vazia da construção da ideia de invasão comunista não é recente no Brasil. Fiquem com a leitura da segunda parte sobre greve do magistério da "cidade modelo".  A CIDADE EM GREVE OU AQUELAS ÁRVORES-PARTE 2             No dia 17 de abril, ...

A CIDADE EM GREVE OU AQUELAS ÁRVORES - PARTE 1

              Há 43 anos eclodiu o primeiro movimento grevista da História de Castanhal-PA. A referida ação de trabalhadores e trabalhadoras foi organizada pelo corpo docente da rede de educação púbica municipal de Castanhal. Esses professores e professoras reivindicavam melhores condições de trabalho e o direito de receber salário mínimo pelo exercício do magistério. A luta desses profissionais da educação municipal da "cidade modelo" serviu de base e de inspiração, ao logo da década de 1980, para inúmeras greves  na cidade de Belém, capital do Estado do Pará; e motivou greves na educação nas diversas cidades na capital e no interior paraense: que eram as séries de paralisações da educação pública estadual. A crônica a seguir está publicada na minha Tese de Doutorado: FOI ALGO QUE NUNCA ACONTECEU: por uma História Social de Castanhal-Pa (1977-1987), UFPA, 2020.  Boa leitura! A CIDADE EM GREVE OU AQUELAS ÁRVORES- PARTE 1     ...

KARATÊ KID FU

  1-      Elogios         Eu usava meu quimono de karatê e caminhava todo besta pela rua de casa. “Égua! Tu conseguiu te matricular!!?”, “Que roupa bacana, parece aquela roupa de ninja”. Mais besta eu ficava. Pra ficar mais apresentado eu colocava minhas mãos na cintura e fazia cara de pessoa adulta: ficava bem sério. “Puxa, naquele dia fui lá, mas não tinha mais vaga pra fazer karatê. Puxa, queria treinar também”, falou tristemente Romeu.   A Molecada da Rua de Casa comentava e lamentava sobre aulas de karatê que logo tiveram as vagas esgotadas lá no Sesc, que fica lá da Barão do Rio Branco, que fica lá na cidade onde nasci, Castanhal. Eu trenei karatê no ano de 1990 e tinha conseguido me matricular nessa aula de defesa pessoal e já estava mais de oitos dias treinando. “Ei, mostra aí pra gente algum golpe que tu já aprendeu lá. Mostra ai, vai!!”. Eu atendia de imediato o pedido dos meus amigos. Assumia a postura de carateca e “I...

REVELAÇÃO

O calor estava demais naquela tarde. Não ventilava, não tinha nuvens no céu. Era o horário do intervalo e o café já estava servido lá na sala dos professores. “Que calor!!!”, falou a Professora de Matemática sentada à mesa junto com outros mestres. “Gente, está fora do normal esse calor”, emendou logo a Professora de Geografia, “Olha como está meu uniforme de trabalho, todo molhado!”. Todos que estavam na sala concordavam quanto tomavam o café da tarde. “E que ironia! Eu estava explicando sobre as guerras do Napoleão lá no Império Russo, naquele inverno, naquela neve que foi cruel para soldados franceses", comentava o Professor de História, "Mas os alunos estavam distraídos, porque estavam se abanando com os seus cadernos. Teve um lá que ainda ficou imaginando em silêncio essa agonia dos soldados de Napoleão no inverno...”, nesse momento entrou repentinamente a Professora de Língua Portuguesa que parou na entrada da porta e falou alto olhando para cima: “Eita Jeová!!! Será qu...