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Mostrando postagens de fevereiro, 2021

DESTINO

            Belizário olhava para as nuvens que estavam lá longe, além daquele matagal próximo de suas terras. Ele estava sob o sol forte. Mesmo assim olhava serenamente para elas. O neto de Belizário também olhava para as mesmas nuvens. Mas não via nada de interessante. Esse menino talvez tivesse pouco mais de dez anos. O pai do garoto estava junto deles e demonstrava incomodado com aquele sol de duas da tarde. Por isso, não percebia o devaneio do seu sogro. O genro do Belizário aparentava trinta anos. Os três estavam montados nos seus respectivos cavalos e galopavam suavemente para Vila de Castanhal. A abstração de Belizário foi interrompida com barulho do maquinário do trem. Ele olhou para outro lado do caminho e viu, por trás de outro matagal, a fumaça da locomotiva sendo lançada para o alto e espalhada por aquele vento que corria por ali. O som da máquina movida a vapor foi se distanciando. Quando os três alcançaram o fim da estrada de areia que cruz...